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07h58

A velha-guarda da Bolsa

Um grupo tem ganhado cada vez mais relevância na bolsa brasileira, apesar das decepções provocadas pelo menos nos últimos cinco anos.

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Um grupo tem ganhado cada vez mais relevância na bolsa brasileira, apesar das decepções provocadas pelo menos nos últimos cinco anos. As contas de investidores acima de 66 anos somavam 91.155 ao fim de junho, o que corresponde a 16,3% dos 558.164 CPFs de pessoas físicas cadastradas. O número cresce ininterruptamente desde 2002, início da série histórica da BM&FBovespa, e praticamente dobrou desde 2008, quando a crise financeira internacional estourou.

Apenas no primeiro semestre deste ano, o volume de contas de idosos na bolsa cresceu 5,7%, enquanto o registro total de CPFs de investidores de todas as faixas etárias caiu 7,9%. A maior baixa do período, de 19,5%, ocorreu no intervalo entre 16 e 25 anos.

Ainda que detenha o quinto maior peso na bolsa em número absoluto de contas - a liderança é ocupada desde o fim de 2013 por investidores entre 36 e 45 anos, com fatia de 23,8% -, os idosos são responsáveis de longe pelo maior volume financeiro do mercado, equivalente a 44,4%, ou R$ 48 bilhões, do estoque total mantido em custódia, de R$ 108 bilhões. O acúmulo de riqueza ao longo da vida dá respaldo a um total investido mais polpudo e esse aspecto também pode explicar a segunda posição, ocupada por pessoas com idades entre 56 e 65 anos, que respondem por cerca de 22% do estoque.

Mas quais são as razões para o aumento da representatividade dos mais velhos na bolsa nos últimos tempos, numa trajetória que contrasta principalmente com a diminuição das contas de pessoas de 16 a 35 anos e com uma certa estabilidade vista na faixa dos 36 aos 45 anos?

Dentre os fatores que podem justificar esse movimento, especialistas mencionam a questão da diferença geracional, com os jovens nascidos após 1980 cada vez mais avessos ao risco.

A maior experiência dessa geração é um fator tido como favorável para a bolsa em períodos de crise. Quem tem mais vivência de mercado fica menos preocupado e tenta investir. Há também um menor imediatismo desse público em relação aos aplicadores mais jovens, pois é muito difícil colocar na cabeça das pessoas de 35 anos a importância do investimento de longo prazo.

Uma maior preocupação com a manutenção - não com a construção - do patrimônio também pode estar entre as explicações para o avanço dos idosos no mercado.

Destaca-se ainda o próprio envelhecimento da população brasileira. Conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de pessoas de 65 anos ou mais no país cresceu de 5,9% para 7,4%, de 2000 para 2010. 

Isso quer dizer que falar de longo prazo pode fazer sentido, sim, para a terceira idade, mesmo que a fatia dedicada ao risco deva ser menor que a dos mais jovens. Se o investidor já tiver um patrimônio formado, por que não dirigir de 15% a 20% para a bolsa para tentar capitalizar para filhos e netos, questiona o planejador financeiro. 

Esses investidores também costumam apresentar um volume financeiro mais elevado, porém tendem a girar menos o portfólio de ações que os jovens.

São investidores menos agressivos, com carteiras que buscam dividendos e retornos de longo prazo, mas também percebemos uma leva muito grande de pessoas da terceira idade que vêm buscando retornos mais curtos, especulativos.

Diferentemente da geração anterior, esses aplicadores têm certa familiaridade com o computador, o que tem facilitado o entendimento de operações de curto prazo, com viés especulativo, feitas por meio de home broker.

A disponibilidade é outro aspecto que conta a favor. Principalmente para operações de curto e médio prazo, é preciso de tempo para operar. O aposentado tem tempo e não depende mais desse dinheiro que vai tirar das operações para viver, segundo analistas do mercado financeiro.

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