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11h16

Falta de planejamento atrapalha sonho da aposentadoria com qualidade de vida

Recente pesquisa constatou que boa parte dos brasileiros ainda não colocou o planejamento para a aposentadoria como prioridade na sua vida financeira

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A aposentadoria é um momento almejado por milhões de trabalhadores brasileiros. Entretanto, muitos têm dificuldade em concretizar esse sonho por falta de planejamento. Planejar financeiramente a aposentadoria é fundamental para todos os cidadãos, independente da classe social ou função. Assim, o segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou aquele que investe em previdência privada saberá com precisão quando e quanto ele irá receber. E poderá programar melhor o seu futuro, com uma melhor qualidade de vida.

E uma recente pesquisa constatou que boa parte dos brasileiros ainda não colocou o planejamento para a aposentadoria como prioridade na sua vida financeira. De acordo com estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), seis em cada 10 brasileiros (64,2%) não se preparam corretamente para a aposentadoria, excluídas as contribuições com o INSS. Os motivos mais citados são a falta de recursos financeiros (32,7%) e desconhecimento de como começar a poupar (19,6%).

O levantamento também revelou que 74,1% dos entrevistados contribuem para o INSS, seja por meio da empresa em que trabalha ou como autônomo. Para os que vão além da contribuição à Previdência Social, o planejamento é realizado, principalmente, pela poupança (19,2%), seguida pela previdência privada (6,2%) e investimentos em imóveis (6,1%).

A economista-chefe do SPC Brasil Marcela Kawauti alerta que o número de pessoas que ainda não se preocupam com a aposentadoria é alarmante. “As pessoas não pensam que no futuro terão uma redução de renda quando pararem de trabalhar. E, quanto mais idosa for a pessoa, mais caros serão os planos de saúde e ela terá maior propensão a ter problemas de saúde que necessitam de remédios caros e cirurgias. Tudo isso deve ser pensado ainda quando jovem”, diz.

E a possibilidade de uma reforma da Previdência Social brasileira, com a fixação de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, aumenta a necessidade do brasileiro traçar um bom projeto de carreira e financeiro para sua aposentadoria.

Na visão da educadora financeira Teresa Tayra, do DSOP Educação Financeira, como a maioria das pessoas não teve a oportunidade de aprender educação financeira ao longo da vida é comum que não saibam da importância de se planejar no longo prazo para a aposentadoria. “Num mundo consumista e com desejos imediatistas, o primeiro passo é conscientizar a sociedade que as pessoas precisam se planejar para parar de trabalhar com sustentabilidade e não depender somente dos benefícios do INSS. Isso se faz com educação financeira”.

Tayra observa que as pessoas podem se educar “por meio da leitura de livros e artigos, além da participação em cursos e palestras, ou seja, o segredo é buscar informação sobre o assunto e começar a colocar em prática o quanto antes”.


Passos

Teresa Tayra afirma que o primeiro passo para começar o planejamento para a sonhada aposentadoria é fazer um diagnóstico do padrão de vida que ela tem. “Esse diagnóstico é importante, pois, além de identificar a situação, a pessoa descobre que é possível definir um valor, mesmo que pequeno, para destinar à aposentadoria. Lembrando que aposentadoria é um sonho de longo prazo, isso significa que, apesar de um valor pequeno, o tempo joga a seu favor”.

Após o diagnóstico, segundo a educadora, é hora de se conscientizar da importância de um futuro sustentável. “A partir daí, é só definir o padrão de vida que se quer ter na aposentadoria, identificar o valor mensal que se destinará a esse propósito e fazer o cálculo da aposentadoria. Esse cálculo define o montante que se deve chegar para sua independência financeira, mediante informação de prazo e valor”, lista.

Tayra alerta, porém, que a aposentadoria pelo INSS é benefício inegável à população, mas apenas ela não permite uma vida sustentável. “Fato comprovado pelo altíssimo índice dos aposentados que precisam de auxílio extra para se sustentarem. É necessário um recurso adicional, seja uma previdência privada ou outras aplicações financeiras”.

Para não sentir esses efeitos da falta de preparação para a aposentadoria, a economista do SPC afirma que contar somente com o dinheiro do INSS não é uma boa ideia. “Em grande parte dos casos, a aposentadoria pública tem um valor muito menor do que o valor recebido enquanto se trabalha. Além disso, por conta do ajuste fiscal, é possível que haja mudanças de regras daqui para a frente, o que implica em aposentadoria com idade maior que a atual ou até mesmo em se aposentar com um valor menor”, explica.

 

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