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09h30

Compreendendo melhor o déficit do sistema

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Publicamos a seguir os principais destaques da matéria ‘Compreendendo melhor o déficit do sistema,’ veiculada na revista da Previdência Complementar da Abrapp, edição número 438 – Janeiro e Fevereiro/2022. Confira:

O déficit de 50,4 bilhões de reais registrado pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (planos BD) em setembro de 2021 é importante, mas conjuntural, nada que comprometa o setor. Longe disso – é a análise unânime dos especialistas. O sistema sofre com as incertezas da economia, mas é absolutamente sólido e voltado para o longo prazo.

O resultado registrado pelo sistema em setembro apresentava um déficit de R$ 50,4 bilhões e um superávit de R$ 21,2 bilhões, o que significa déficit consolidado líquido de R$ 29,2 bilhões. Em março de 2020, início da pandemia de Covid-19, eram R$ 74 bilhões de déficit contra um superávit de R$ 24 bilhões; portanto, um desequilíbrio consolidado de 50 bilhões de reais.

Em 43 anos de história, o sistema de previdência complementar sempre entregou em dia, e hoje está solvente como nunca. Números de Abrapp e Previc confirmam tal afirmação. Em plena pandemia, que já dura dois anos, o sistema vem pagando, em dia, cerca de 70 bilhões de reais em benefícios anualmente.

O déficit apresentado é de natureza atuarial, ou seja, reflete os recursos necessários para pagamento imediato de todos os beneficiários de todos os planos. Para especialistas, seria insano cobrar superávits seguidos dos planos BD no cenário atual da economia brasileira, em que os mercados foram penalizados com a segunda onda de Covid-19 e todos sofrem com a forte alta da inflação e a elevação da taxa básica de juros.

Parte do déficit registrado pelo sistema é explicada pelo aspecto conjuntural difícil do mercado, mas outra parte deve-se a metas atuariais não condizentes com a realidade. Além disso, inflação, câmbio e juros são variáveis macroeconômicas que afetam os retornos dos ativos das carteiras, podendo ajudar ou prejudicar o desempenho, a depender do momento.


Perspectivas para 2022

Em dezembro de 2021, a média das planilhas de cerca de 100 analistas consultados na pesquisa Focus indicava o dólar a R$ 5,55 no fim de 2022; a inflação pouco acima do teto da meta (5% ao ano) e os juros a 11,50% anuais. A previsão de crescimento do PIB era de 0,42%.

Déficits pontuais não são sinônimos de insolvência, mas precisam ser cuidadosamente analisados.

Três serão os fatores determinantes da economia - e dos resultados financeiros das EFPCs - em 2022: o comportamento da taxa de juros no Brasil, a taxa de juros nos Estados Unidos e as pesquisas eleitorais a partir de maio.  Este ano, a exemplo do que ocorre em outros anos de eleição, a volatilidade promete ser alta. O investidor institucional tem o longo prazo a seu favor, mas com inflação e juros em alta, a tendência para 2022 é uma maior alocação em renda fixa.

Considerada a característica principal do negócio previdenciário, cujo olhar remete a 30, 40, 50 anos à frente, qualquer análise ou movimento financeiro que estabeleça um recorte de curto prazo perde o sentido.

O sistema fechado de Previdência Complementar protege 7,9 milhões de pessoas e detém pouco mais de 1 trilhão de reais em ativos. Trata-se de um sistema sólido que, naturalmente, deve ter aperfeiçoamentos contínuos. A Previdência Complementar tem evoluído e a profissionalização dos administradores tem levado a uma maior segurança dos beneficiários.

 

 

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